Governo do Distrito Federal
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9/07/19 às 15h27 - Atualizado em 9/07/19 às 15h27

Mulheres são maiores vítimas de ataques em casas de religiões de matriz africana no DF

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Ao participar do I Colóquio de Mulheres de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, na Universidade de Brasília (UNB), o Subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Cidadania, Juvenal Araújo, citou o racismo religioso e o machismo recorrente sofrido pelas mulheres das comunidades tradicionais.

 

De acordo com Juvenal, a maioria das denúncias recebidas acerca de ataques sofridos pelas casas de religiões de matriz africana no Distrito Federal são de casas lideradas por mulheres Yalorixás. Para o Subsecretário, “momentos como o da realização do colóquio são importantes para mostrar a realidade vivenciada por estas mulheres”. Ele disse ainda que o Estado “está atento ao movimento destas mulheres e vem trabalhando em diversas frentes em busca da garantia de seus direitos”.

 

O professor Wanderson Flor do Nascimento fez uma abordagem sobre o que é a comunidade tradicional de matriz africana e como essas comunidades se organizam em prol da defesa de seus direitos e práticas religiosas.

 

O debate foi integrado pelas coordenadoras Marjorie Nogueira e Adna Santos, que falaram sobre a importância da mulher negra nos terreiros e do mapeamento para construção de políticas públicas. O Assessor Especial Diego Moreno fez uma abordagem sobre o papel do Conselho de Defesa do Direito do Negro do Distrito Federal.

 

O I Colóquio de Mulheres de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana foi realizado na Universidade de Brasília . A atividade deu-se através de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania, por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial e a Diretoria de Diversidade da Universidade de Brasília.

 

O objetivo do evento foi promover a reflexão sobre as violências sofridas pelas mulheres de religião de matriz africana, suas origens, fundamentos e reverberação social, bem como traçar estratégias de enfrentamento a essas violências e discriminações no Distrito Federal.  Foram contemplados nas mesas de debate temas como preconceito, violência religiosa, religiões afro brasileiras, violência e o feminino na sacralidade africana.